A vida anda em função do tempo como um jogador anda viciado no jogo. As pessoas vivem a contar o tempo que ainda lhes sobra, como se um ano fosse um dia. Já no olhar de um bebé vê-se um fundo profundo, não daqueles que causam aflição, mas um fundo bonito, em que o tempo é como um rio, que de qualquer forma, nunca se esvaziará.
Mas a vida por vezes também gosta de se radicalizar. Quando nos deparamos com um caminho livre em que o tempo já em nada pode interferir, ela teima em colocar pedras à frente como se ainda não tivéssemos passado obstáculos suficientes. É isso que nos cria a expectativa, o saber que a vida é mudança e que o amanhã pode ser muito mais do que alguma vez pensámos que pudesse ser. E que o eterno ‘patinho feio’ um dia, pode transformar-se num cisne, seja pelo tempo, seja pelas mudanças que a vida nos traz.
E a vida na sua forma mais discreta, transforma as pessoas em marionetas do tempo, como se a nossa existência fosse mais útil graças a cinco minutos. E os anos passam e as oportunidades que a vida nos ofereceu passam por nós, despercebidas, tapadas por aquilo a que denominamos de ‘tempo’.
Contudo, um dia chega o momento em que o tempo pode continuar a correr que é o mesmo. São nesses momentos em que as pessoas se apercebem como o mesmo as absorve de tudo o resto. E aqueles amigos que nós prometemos nunca esquecer, perdem-se com os anos que passaram, porque a chamada que nós prometemos fazer-lhe foi ficando adiada, até o dia em que é tarde demais. E quando chega por fim, a altura em que podemos parar, porque o nosso tempo já está livre, arrependemo-nos daquilo que fizemos ou simplesmente não fizemos, porque o tempo era demasiado precioso para ser gasto em palermices. Ou apenas porque tínhamos outras oportunidades que não agarrámos, porque de certa forma, o dia possuía demasiado pouco tempo, mas os anos ainda tinham muito.
E quando olhamos em redor, estamos velhos, cansados pela nossa vida em função do relógio, e agora preparados para viver os ditos sonhos. Embora ai, já seja demasiado tarde. Porque os sonhos não se devem adiar nunca.
Contributo de Ana Catarina ,8.º E
Blogue do Departamento de Línguas da Escola Básica 2.º e 3.º Ciclos Maria Alberta Menéres. Espaço destinado à divulgação das actividades desenvolvidas pelo Departamento
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15/12/10
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