Boas Férias

Novos visitantes!!!

Por informação da Google Statistics, o nosso blogue tem novos visitantes, os quais acedem com frequência às nossas postagens.

Sem dúvida, um motivo de orgulho para todos nós e para a escola.



Brasil, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Holanda, Suíça, França, Angola, Ucrânia, Alemanha, Taiwan, Japão, Reino Unido, Porto Rico, Irlanda, Bélgica, Hong Kong, Canadá, Moçambique, Itália, Bulgária, Noruega, Finlândia, Rússia e Timor-Leste.







18/11/10

A LENDA DO HERÓI DO JOGO DO PAU

Há muito tempo vivia uma jovem lindíssima que trabalhava como aia da marquesa, dona e senhora da Quinta das Marquesas, uma propriedade que existia na zona de Sintra.

A propriedade era muito extensa e toda murada e nenhum habitante das redondezas se atrevia a entrar pois sabia que era vigiada por dois guardas armados.

A jovem tinha um apaixonado, um rapaz do povo, mas pouco se viam, só quando o jovem ia entregar algumas mercadorias à mansão e às escondidas conversavam e faziam planos para o futuro.

Chegou o dia em que, como todos os anos acontecia, a propriedade era aberta ao povo pois, nessa altura realizava-se uma festa que era, ao mesmo tempo religiosa e pagã. Religiosa pois fazia-se a procissão em honra da Nossa Senhora das Mercês que estava na capela da propriedade e pagã pois, ao mesmo tempo fazia-se uma feira onde se vendiam os produtos agrícolas, cereais e gado. Também havia jogos e um dos mais populares era o jogo do pau.

Nesse ano, para tornar o jogo mais renhido o caseiro e pai da jovem fez constar que daria a mão da sua filha em casamento ao homem que ganhasse o jogo do pau.

Todos os anos o jogo tinha muitos concorrentes pois era hábito fazerem competição entre as terriolas das redondezas para ver quais tinham os homens mais corajosos, mas parecia, ao jovem enamorado, que nesse ano ainda havia mais homens a competir.

A jovem, sabendo da promessa da sua mão em casamento, ficou destroçada a pensar que iria perder o seu amor para sempre, mas no dia do jogo a esperança explodiu no seu coração pois viu que o seu amado ia concorrer.

A competição começou e estava renhida, havia realmente muitos homens valentes, mas o jovem com a força redobrada por todo o amor que sentia, conseguiu vencer a competição.

Esgotado, roto e sujo apresentou-se ao caseiro dizendo que apesar de achar que era pouco digno de um pai oferecer assim a mão de uma filha em casamento ali se encontrava para reclamar o seu prémio pois estava perdidamente apaixonado pela jovem.

Assim os jovens casaram e viveram muito felizes na propriedade, continuando a jovem como aia da marquesa e o jovem como caseiro.


Contributo de Bernardo Teodósio nº5 6ºA

A LENDA DA PRINCESA NA QUINTA DAS MARQUESAS

Há muitos anos, vivia uma princesa numa grande propriedade chamada Quinta das Marquesas. Tinha este nome porque era de umas parentes suas que tinham esse título real.

O casarão era enorme, rodeado por terrenos a perder de vista, mas era todo murado e, por isso a princesa não tinha contacto com quase ninguém, a não ser com os criados.

A princesa gostava de passear pelos lindíssimos jardins e apanhar flores para fazer arranjos que espalhava pelo grande casa, pois achava que a tornava mais alegre.

Certo dia cruzou-se com um dos guardas, tal como tantas outras vezes tinha acontecido, mas reparou que era novo e que era um jovem muito garboso. Ao passarem um pelo o outro os seus olhos cruzaram-se e apaixonaram-se.

Os dias foram passando e os dois jovens tentavam a todo o custo encontrar-se, mas havia um grande entrave. Os guardas da propriedade, além de andarem armados, tinham em seu poder uma chave que, ao longo da sua ronda tinham que ir introduzindo nos relógios que se encontravam ao longo do muro para confirmar a passagem naqueles pontos àquelas horas. O jovem passava os dias a correr, de modo a poder estar com a sua amada e, ao mesmo tempo, cumprir as suas obrigações.

Um dia estando tão embrenhados no seu amor, o jovem falhou um dos relógios, foi apanhado e despedido.

A Princesa ficou num estado desesperado, deixou de passear pelos jardins e apanhar as flores que tanto gostava e só saía do seu quarto para ir à capela orar e pedir ajuda à Nossa Senhora das Mercês.

Entretanto chegou a semana em que a propriedade era aberta ao povo, o que só acontecia uma vez por ano, para fazer-se a procissão em honra de Nossa Senhora das Mercês e a feira onde se faziam as vendas de gado, cereais e outros produtos agrícolas.

No dia da procissão, estando a Princesa presente, surge o jovem, montado num cavalo e pede-lhe para fugir com ele. A Princesa não teve dúvidas e fugiu com o jovem tendo vivido de uma maneira simples e mais humilde mas extremamente felizes.


Contributo de Beatriz Teodósio nº3 6ºA

O MILAGRE DA TAPADA

Era uma vez uma tapada que tinha uma pequena capela onde existia uma pequena floresta verde rodeada de altos muros. Nessa capela trabalhavam várias meninas escravas, dia e noite, noite e dia, até não conseguirem mais, o seu destino era ficarem doentes e acabarem por morrer.

Numa noite de lua cheia estavam todas a trabalhar e uma delas que se chamava Mercês estava a lavar o chão, ela olhava com muita atenção para a lua.

Subitamente apareceu uma estrela cadente e ela sem perder a oportunidade pediu rapidamente um desejo, o desejo que pediu foi um sonho que ela tinha há muito, encontrar uma maneira de sair daquele lugar, ter liberdade.

Cada dia que passava a Mercês não perdia a esperança, ficava atenta a tudo, pois o desejo podia-lhe passar mesmo debaixo do seu nariz sem ela se aperceber.

Um dia quando ela já estava a ficar sem esperança e a pensar que o seu sonho nunca se iria realizar, um rapaz muito bonito e bem vestido, passou pela janela e meteu conversa com ela, ela que não sabia o que dizer tentou causar boa impressão, pois podia ser o bilhete da saída de ter liberdade, não a podia desperdiçar.

Todos os dias o rapaz passava pela janela e fazia-lhe companhia, iam ficando cada vez mais próximos, era como se ele fosse o seu príncipe.

Um dia ela disse-lhe que nunca tinha saído de aquela sítio, que nunca tinha tido liberdade, o rapaz pensou durante uns instantes, e sem hesitar perguntou-lhe se ela queria sair de ali e ajudar todas as outras escravas, ela respondeu-lhe que sim sem pensar duas vezes, e passado algum tempo tinham um plano para acabar com aquela injustiça.

Uma noite Mercês espalhou o boato que a capela estava a arder para que no meio da confusão pudessem fugir.

Nessa mesmo noite a capela incendiou-se mesmo, tinha caído uma vela que pegara fogo às velhas madeiras. Havia fumo por todo o lado, gritos, algazarra e medo, entretanto Mercês e o rapaz tinham ficado presos lá dentro até perderem a consciência com o fumo.

No dia seguinte encontraram os dois corpos juntos, foram os únicos que não se salvaram.

Uma semana depois a capela estava reconstruída, ninguém soube como, mas conta a lenda que foram os espíritos dos dois que o fizeram.

Contributo de Patrícia Rascão, 6ºA

16/11/10

UMA VIDA PERFEITA

Existirá vidas perfeitas? Conseguia-se ter um mundo perfeito? Há coisas na vida que nos fazem pensar, e não conseguimos encontrar respostas… será a vida uma lógica?
Podemos olhar para a vida de uma forma geral, uma pessoa qualquer deve querer ter tudo e mais alguma coisa, querem ser ricos, ter uma grande casa, ter consolas ou instrumentos musicais, outros querem livros e livros, ou simplesmente querem ter acesso a todos os concertos da sua banda preferida, entre outros. Isto pode-se observar, não é mesmo nada raro ver uma criança a chorar, por causa da mãe não lhe comprar um brinquedo que tanto queria, ou reparar nas grandes listas de pedidos para o Natal ou aniversário… começa, desde bebé, a vontade de querermos ser o topo do mundo, e dependendo do caso, é bom ou mau.
Imaginemos a vida tal como quisermos… sim… ter tudo, mas lembrem-se, estamos somente a pensar em nós, porque eu acredito que se o mundo fosse habitado por uma só pessoa, aí sim teríamos um planeta terra totalmente feliz. Quer dizer, corrigindo, não sei se seria totalmente feliz, já imaginaram… uma casa enorme, com consolas e jogos, plasmas, sofás, piscina, um bar. Enfim, tudo e do melhor, mas terem isso e estarem totalmente sozinhos?
Bem, na minha opinião não seria feliz, eu, para ser feliz, preciso de «viver».
Como é que eu posso explicar… amar? Sim, é uma palavra talvez forte, mas é a realidade. Todas, mas todas as pessoas amam. Qualquer pessoa tem família, amigos, melhores amigos e até namoram ou são casadas com a pessoa que tem uma importância especial na sua vida. Nós amamos essas pessoas, confiamos nelas, entretemo-nos com elas, damos a nossa vida e o nosso tempo por elas, porque elas fazem-nos feliz e partilham o seu tempo connosco.
Sendo assim para sermos felizes por completo o que precisamos mesmo é de pessoas amigas que nos queiram bem. Será uma pessoa capaz de trocar o seu melhor amigo por um cheque de 120 milhões de euros? Querermos tudo, talvez seja uma fantasia do nosso mundo, pois o vital somos nós que criamos e temos.
Mas será a vida assim tão simples? Nem todas as pessoas são iguais, e não estão satisfeitas com o que têm ou são e também têm diferentes maneiras de reagir… e isso provoca muitas coisas más. Há pessoas que não se preocupam com a sua felicidade, mas sim com a sua posse.Outras dão demasiada importância aos sentimentos e às pessoas que gostam, outras ainda, traçam objectivos e passam por cima de tudo e todos até conseguir o que querem… isto é muito relativo, até porque todos são diferentes e, felizmente, assim é.
Mas algo mau há no mundo, a ambição!! Mesmo que se tenha tudo para ser feliz, esteja bem sentimentalmente, as pessoas querem mais, são ambiciosas, o ser humano é assim desde sempre. Uma pessoa consideravelmente gira, quer ser ainda mais gira, como exemplo de muitas mulheres que querem melhorar o corpo com operações e dietas que, no fim até dão um resultado negativo, isto é um exemplo daquilo que é a ambição.
Uma pessoa para se satisfazer faz de tudo, até loucuras só para estar mais alto na vida… vê-se pelos países até, muitas divergências e guerras são por causa de disputas muitas vezes desnecessárias, servem somente para ter um bocado mais de poder. Por causa da ambição muitas pessoas não confiam nas outras, por ambição as pessoas fazem disparates, furtam, burlam, criam conflitos, constroem coisas que, no final de tudo, só satisfazem a tal vontade de querer mais.
Na minha opinião, todas as pessoas conseguem ser felizes, porque têm tudo para tal, porque afinal de contas, o amor e a amizade não se compram… o resto são coisas que nos entretêm, e não nos deixam sem nada por fazer, são coisas que nos dão uns sorrisos extra, e a ambição ajuda-nos ter esse extra, poderemos assim considerar que existe vidas perfeitas?
Eu não sei, só sei que a vida não consegue ser melhor do que é, nós não conseguimos ser totalmente autónomos, mas conseguimos mostrar o que é realmente a felicidade sem termos de ser ricos, ou
até mesmo o topo do mundo.

Contributo de RICARDO BRITO 8ºD