Boas Férias

Novos visitantes!!!

Por informação da Google Statistics, o nosso blogue tem novos visitantes, os quais acedem com frequência às nossas postagens.

Sem dúvida, um motivo de orgulho para todos nós e para a escola.



Brasil, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Holanda, Suíça, França, Angola, Ucrânia, Alemanha, Taiwan, Japão, Reino Unido, Porto Rico, Irlanda, Bélgica, Hong Kong, Canadá, Moçambique, Itália, Bulgária, Noruega, Finlândia, Rússia e Timor-Leste.







05/02/11

ANA E O REI

Ana e o Rei é uma história, baseada em factos reais, de uma professora inglesa da época vitoriana, que e convidada por o rei do Sião a tornar-se preceptora dos principies reais.
  É uma história fascinante e envolvente que nos transporta para um mundo oriental cheio de magia.
  Ana Leonowens e uma senhora viúva com um filho Louis, que partindo da Índia, onde vivia, e para manter o seu sustento, aceita o cargo a que se tinha proposto e segue para o Sião.
  Ao longo de duzentas e vinte e quatro páginas temos o confronto entre duas culturas, a ocidental em que os ingleses se consideravam os senhores do Império Inglês e a cultura Ocidental Antiga e ancestral plena de enormes contrastes.

 No "Templo das Mães dos Livres"-escola para Ana ela encontrou cinquenta e oito principies e princesas " Lamentavelmente não tantos como o Imperador da China "diria Mongkut" mas também e preciso ver que ele não passou metade da vida num mosteiro. O rei tinha vinte e três esposas e quarenta e duas concubinas.
  Será, pois ,o choque de dois mundos e a abertura do mundo ocidental fechado. A uma abertura de novas fronteiras com o Rei Mongkut, esse rei que conseguiu levar o Sião para a modernidade,  impulsionando-o para o futuro.
 Existem as lutas que conspiram para o reinado de Mongkut tentando destruí-lo e tomar-lhe o poder, as tramas políticas. Contudo ao mesmo tempo, existe também  a amizade que aos poucos Ana vai conseguindo cimentar e a abertura nos espíritos.
 Aí, surge também, a grande paixão entre o Rei Mongkut e Ana, que vai perdurar mesmo após o retorno de Ana a Inglaterra.
 Um livro simplesmente fascinante.  
  
 
 
Contributo de RITA ALEXANDRA MARTINS NUNES 8ºA, Nº23

03/02/11

A propósito do teste intermédio de Língua Portuguesa, realizado na passada 6ªfeira, 27 de Janeiro...

No grupo III, era pedido um texto narrativo que contasse um episódio imaginado, vivido por personagens invulgares. Então aí vai o texto da Ana Fonseca do 9ºA:

Ana estava extremamente nervosa com o teste intermédio. Tinha de fazer um texto sobre uma aventura fantástica, mas não se lembrava de nada. Estava a desesperar e acabou por resolver entregar o teste. No entanto, enquanto caminhava, viu que o chão estava estranho e irregular. Antes de conseguir pensar no que estava a acontecer, começou a sentir-se a cair. Olhou à volta e era isso mesmo que estava a acontecer, estava a cair no vazio.
Após uns minutos, acabou por aterrar em terra firme. Tudo o que a rodeava era estranho: os edifícios eram feitos de canetas, os habitantes deslocavam-se em borrachas e as flores eram feitas de palavras. Ao ver tudo aquilo, Ana teve a ideia de agarrar numas flores-palavras e levá-las consigo para o texto. Estava tudo bem até ao momento em que os habitantes se aperceberam disso:
- Ela está a roubar-nos a imaginação!
Começaram a atirar-lhe com minas de lapiseira e Ana começou a correr.
Caiu de novo e acabou por voltar a ver-se na sala. Pensou tratar-se de um sonho até ver palavras espalhadas na mesa...
E agora está a escrever, esperando ter boa nota.

01/02/11

A QUINTA ABANDONADA

Era uma vez uma quinta, cujo dono era muito velho. Ele ia trabalhando a terra como podia e tratando dos poucos animais que ainda tinha.
 Certo dia saiu para ir à vila e nunca mais voltou. Dois dias depois, os animais estavam inquietos pois estavam com fome e já tinham percebido que o dono não ia voltar. Não havia ninguém para herdar a quinta e nunca tinha ajuda de ninguém, por isso estavam por conta própria.
O cavalo tomou a iniciativa e convidou a vaca para se juntar a ele, pediram ao cão e ao gato para chamar todos os outros animais e assim que estavam todos a reunião começou:
- Estamos aqui porque, como todos já devem ter reparado, o nosso dono não voltou e precisamos de nos organizar. – começou por dizer o cavalo.
A vaca continuou:
- Sozinhos, podemos sobreviver, não morreremos de fome se nos ajudarmos uns aos outros. Devemos guardar a quinta onde vivemos pois se vem aqui algum humano separam-nos, nunca mais nos vemos e obrigam-nos a trabalhar muito.
Os animais concordaram que queriam continuar juntos e a viver ali, pois era um óptimo lugar para se viver.
- O cão e o gato, como são mais novos e ágeis ficam responsáveis pela segurança, eu, que sou forte e rápido fico responsável pelas instalações e a vaca, que é calma e ponderada fica responsável pela resolução de problemas – determinou o cavalo.
Todos concordaram e foram dormir cheios de esperança no seu futuro, afinal se calhar as coisas iriam resolver-se pelo melhor e todos unidos iriam conseguir salvar o único lar que muitos daqueles animais conheciam.
Nos dias seguintes começaram-se a organizar as equipas, o cão e o gato pareciam autênticos comandantes do exército, davam ordens para aqui arranjavam estratégias de defesa para ali. A brigada da segurança estava em plena actividade, até tinham constituído patrulhas para vigiar a quinta de dia e de noite.
O cavalo formou grupos de manutenção que verificavam o estado do celeiro, do estábulo e das cavalariças. Por vezes era preciso fazer algum arranjo mas eles lá conseguiam resolver o problema.
A vaca criou uma equipa para a alimentação e uma para a enfermaria.  Eram muito organizados, nunca faltava comida para nenhum animal e estavam sempre de plantão no caso de algum dos animais adoecer.
Tudo estava a correr bem e os animais estavam felizes.
Certo dia, apareceram dois homens na quinta. Eles traziam sacos muito grandes e pesados e vestiam-se de uma forma muito estranha. Quando os homens entraram dentro da casa que estava numa parte da quinta o cavalo, a vaca, o cão e o gato foram logo a correr ver o que é que eles estavam a fazer e começaram a ouvir a conversa deles.
-Este sítio é perfeito para escondermos o ouro. – disse um dos homens.
-Tens toda a razão. Afinal, quem é que vai procurar ouro numa quinta abandonada? E nós também podíamos viver aqui. – respondeu o outro homem com um sorriso malvado.
Depois de ouvir isto, os animais ficaram chocados e começaram a conversar.
- Isto é incrível, é que ainda por cima não são só homens, são ladrões. – proferiu o gato.
- E não só. Estes ladrões querem ficar aqui, na nossa quinta, isso é que não pode ser! – exclamou a vaca.
- Tive uma ideia! Cão e gato vão dizer a todos os animais para irem ter comigo e com a vaca ao estábulo o mais depressa possível. – disse o cavalo.
Quando todos os animais estavam no estábulo o cavalo começou a falar:
- Aqui, na nossa quinta estão dois ladrões que querem ficar. E a nossa missão é fazer com que eles a deixem. Tenho um plano.
O cavalo começou a explicar o seu plano e os animais ouviram tudo com muita atenção. Quando começou a escurecer, os animais puseram o plano em prática.  
Tum, tum, tum - bateram à porta.
- Mas quem será? – questionou um dos ladrões. – Eu vou abrir.
Quando ele abriu a porta a única coisa que conseguiu ver foi um casco e depois estrelas porque levou com um coice na cara.
- Mas o que é que se passa com o cavalo? – perguntou o outro ladrão que estava de pé e viu o que se passou.
Fechou a porta, ajudou o colega a sentar-se e estava a ver se ele estava muito magoado quando ouviram bater novamente à porta.
- Agora vou eu. – disse o segundo ladrão e abriu a porta com cuidado e espreitando para não ser surpreendido como o seu colega, mas qual não foi o seu espanto quando um cão entrou e lhe deu uma grande dentada numa perna.
- Ahhhhhh! – gritou o segundo ladrão. – Mas que raio se está a passar aqui? Os animais estão doidos?
Coxo e com o amigo ainda agarrado à cabeça saíram da casa para ver o que se estava a passar e foram rodeados por uma grande quantidade de galinhas que lhes bicavam com toda a força, começaram a correr sem ver por onde iam e foram cair no lamaçal da pocilga. Eles bem tentavam levantar-se mas escorregavam e ainda eram empurrados pelos porcos que lhes davam umas boas dentadas.
Quando conseguiram sair daquele inferno esconderam-se no estábulo onde se encontraram com a vaca, respirando de alívio pois esta, parecia absolutamente calma, ali naquele canto a ruminar. Mas quando começavam a pensar estar fora de perigo, a vaca ficou com os olhos vermelhos e como estava com muita raiva levantou-se e correu sobre eles a marrar, ao mesmo tempo que o gato se atirava e lhes arranhava as caras e os ladrões saíram disparados do estábulo.
Já cheios de medo dos animais e muito maltratados os ladrões saíram a correr da quinta e nunca mais voltaram porque foram presos e tiveram de cumprir prisão perpétua, por todos os crimes que já tinham cometido.
Entretanto, os animais puderam voltar a viver sossegados na sua quinta, tinham saudades do dono e por isso decidiram proteger aquele sítio com a sua própria vida e, como já tinham feito uma vez, não seria difícil voltar a fazê-la.                     
                                                                                                                        
Contributo de Beatriz Teodósio, 6ºA  

25/01/11

VIVER O SONHO

Era uma vez um gato, que toda a vida tivera um sonho: ser vocalista de uma banda.
 O gato era branco, com riscas cinzentas, tinha os bigodes muito bem penteados e um pêlo bastante macio. Apesar, de ter nome, o animal de quatro patas não gostava nada dele, preferia ter um nome de celebridade, como as estrelas de Hollywood.
 Passava o dia a cantar e a imaginar como seria ter uma banda e ser famoso.
 A sua dona, já não tinha paciência para as cantorias do gato, por isso correu com ele, e de preferência que fosse para bem longe.
O pobre gato ficou triste, por deixar a dona, mas por outro lado podia finalmente partir para Londres e realizar os seus sonhos.
 Pelo caminho avistou um cão. Já o conhecia de vista, sabia perfeitamente que ao contrário de si, não tinha dono. E não ter dono, devia ser mesmo mau, na perspectiva do gato: assim quem é que lhe dava miminhos?
 - Então como vai isso, amigo? – começou o gato, para quebrar o gelo.
 - Vai-se bem, graças a Deus. E tu, o que fazes por aqui sozinho e para onde vais? – perguntou o cão.
 - Vou para Londres, em busca de realizar o meu sonho de ser vocalista de uma banda. Tive uma ideia: porque não vens também? Podíamos formar uma banda eu canto de tu tocas guitarra. Que achas?- entusiasmou-se o gato, que já estava a imaginar tudo.
 - Está bem, vou contigo. Também não há nada nem ninguém que me prenda aqui. - Respondeu o cão, disposto a viver o sonho com o seu recente amigo.  
 E lá foram os dois amigos, em busca da tableta que dissesse «Londres».
 O gato ficou a pensar na vida que o cão levava, e pensando bem, agora também não tinha um abrigo, e muito menos quem lhe desse atenção. Acabou por não dizer nada e tentou afastar o pensamento, pois agora tinha era de pensar na banda.
 Pelo caminho encontraram um cavalo branco, que parecia completamente perdido:
 - Boas, então que fazes aqui, com essa cara de enterro? Não me digas que acabaste de vir de um funeral… – Brincou o cão, na tentativa de animar o cavalo.
 - O meu dono vai mandar abater-me. Descobri que tenho problemas de coluna e o veterinário disse que já ninguém pode montar-me. – Lamentou-se o cavalo.
 - Não há problema, vens connosco para Londres. Vamos formar uma banda, o gato canta, eu toco guitarra e tu tocas bateria. Então, vens connosco ou não? – perguntou o cão, que tal como o gato, estava a começar a adorar a ideia de formar uma banda.
O cavalo aceitou e lá partiram de novo o gato e o cão, na companhia do seu recentíssimo amigo: o cavalo.
 Já há muito que a noite caíra, mas nem por isso os animais desistiram. Andaram, andaram, andaram e nunca mais avistavam Londres. Sabiam perfeitamente para o que vinham, mas também ninguém tinha dito que ia ser fácil…
 Pelo caminho encontraram um carneiro que chorava amargamente.
- Olá, então, amigo, porque choras? Quem é que te fez mal? Não me digas que andas mal de amores! – perguntou o gato, tentando ajudar o pobre carneiro, que de pobre só se fosse psicologicamente, porque aparentemente de pobre não tinha mesmo nada…
 - Se todos os meus problemas se resumissem a amores, estava eu descansadinho da vida. A minha dona morreu há uns dias, e eu era a sua única companhia. Agora fiquei entregue à sua irmã, que é má como as cobras. Vejam lá que quer queimar-se. Queimar-me bem queimadinho. E as minhas cinzas, vai atirá-las ao rio! – desabafou o carneiro, que na opinião do cavalo precisava mesmo de tirar umas férias.   
 - Essa mulher quer-te mesmo mal! O que é que tu lhe fizeste para ela te odiar tanto? – perguntou o cão, que apesar de ter pena do carneiro, até estava a achar piada à história da vida do animal, que acabara de conhecer.
 - Ela acha que a irmã (a minha dona) gastou todo o seu dinheiro comigo, e por isso não lhe deixou nem um único cêntimo. E ela adora mais o dinheiro, que tudo na vida. Mas mudando de assunto, que tristezas não pagam dívidas… para onde vão? – despachou o carneiro.
 Os três animais lá se explicaram e convidaram o carneiro a entrar na recentíssima banda e este por sua vez aceitou. Iria tocar baixo, apesar de nem saber muito bem do que se tratava, qualquer coisa era melhor que ser queimado vivo! até os convidou a passar a noite num barracão, que não ficava muito longe dali. Todos aceitaram e passaram muito bem a noite.
 De manhã comeram e lá foram novamente em busca da felicidade.
 - Londres, fica mesmo longe. A minha dona sempre me disse que era lá que os sonhos se realizavam. – informou o gato, que sinceramente até não sentia muito falta da dona.
 - Olha eu penso de forma diferente. Sabem que viver na rua ajuda-nos a perceber que o mundo não é tal e qual como nós o pintamos, é bem mais escuro. Para mim os sonhos realizam-se onde nós quisermos, basta ter fé e acreditar. –Discordou o cão, que quando queria sabia tocar lá bem no fundo.
 Dito isto, todos ficaram em silêncio. O cão conseguiu chegar-lhes ao coração e todos ficaram a pensar no que ele dissera e se realmente valeria a pena todo aquele esforço.
  - Sabem, acho que independentemente das nossas diferenças na forma de pensar, devemos continuar unidos. Todos crescemos em mundos diferentes, mas não é por isso que não podemos ser amigos. Ir para Londres e formar uma banda, inicialmente era apenas o sonho do gato, mas nós entrámos com ele, por isso agora é o sonho de todos nós. Vá lá malta, estamos nisto juntos. – Discursou o cavalo
Continuaram a andar, a deixa do cavalo foi o bastante para todos pensarem em tudo o que estava a acontecer. Seria melhor desistir?
 - Pessoal, eu agradeço-vos imenso virem comigo realizar o sonho de toda a minha vida. Mal nos conhecemos, mas deram-me a mão, coisa que eu nunca vou poder retribuir. Portanto, se alguém quiser desistir, está à vontade. – desabaou o gato, que estava mesmo a falar a verdade.

 - Não, entrámos juntos e vamos sair juntos. Ninguém vai deixar ninguém para trás. Agora somos a coisa mais parecida com família que todos temos. E a família não se abandona! – disse por sua vez o carneiro.
 - Sim, juntos uma vez, juntos para sempre! – disseram todos em coro.
 Continuaram a andar e de repente viram um carro. E para grande espanto de todos era roubado. Os ladrões preparavam-se para matar o dono do carro, até que o cão resolveu intervir e foi tentar detê-los, o que acabou uma luta violenta.
 - Olhem, vamos ficar aqui parados a olhar? Eu e o cavalo vamos ajudar o cão na luta e tu carneiro vais ver se vítima do assalto está bem. Vamos lá, um por todos e todos por um! – ordenou o gato, que estava a ficar preocupado.
 E lá foram, de acordo com as ordens do gato.
 Aquilo lá para os lados do cão, do cavalo e do gato não estava bonito. Os animais estavam a dar cabo dos assaltantes e estes já se encontravam a sangrar e com os olhos negros. Os criminosos acabaram por se render e foram-se embora aterrorizados, afinal eram apenas animais!!!!
 - Não sei como agradecer-vos. Salvaram-me a vida! – disse o homem, que graças ao carneiro já começava a sentir-se melhor.
 - Ora essa, não precisa de agradecer. Bem, passando às apresentações: eu sou o cão, este é o gato, aquele é o cavalo e este é o carneiro. Vamos agora para Londres, formar uma banda. – Informou o cão. 
 - Eu chamo-me João Pedro. Esperem aí, disseram que iam formar uma banda em Londres e por acaso eu sou dono de uma editora discográfica. Por favor, aceitam trabalhar comigo? – perguntou o homem, já bem mais animado.
 - Mas ainda nem sabe se realmente somos bons e se temos potencial. – Argumentou o carneiro.
 - Isso não interessa, se não forem bons arranja-se outro trabalho qualquer na área da música. É a única forma que tenho de vos retribuir tamanho acto de coragem! – pediu o homem.
 Os animais aceitaram. Foram para dentro do carro e lá chegaram a Londres.
 Agora vão gravar um disco e esperemos para ver o que o futuro lhes reserva.
 E pronto, a história acaba aqui! Quanto aos quatro amigos não sei mais nada, mas de uma coisa tenho a certeza: com banda ou sem ela, continuaram unidos para sempre e isso é o que mais importa. Afinal de que nos vale ter tudo o que se pode comprar, se não temos quem goste de nós? ...

Contributo de Marisa Ferreira, 6ºA